quarta-feira, 18 de julho de 2012

QUESTÕES PARA ALUNOS DO ENSINO MÉDIO


BEM - VINDOS!


LEitura e Interpretação de texto
Texto 
Enterro e futebol 
            Seu Onofre estava vai não vai há um bom tempo. A família encarava sua morte com uma certa aceitação porque dava pena o sofrimento daquele velhinho. Antes, tão alegre, expansivo, piadista de mão-cheia... De um ano para cá, a doença o definhava impiedosamente.
            Vai não vai. Foi.
Valquíria, a filha caçula, embora soubesse que a doença do pai era incurável, encontrava-se em prantos. Arrasado de igual modo sentia-se Astrogildo, marido de Valquíria, pois, com tanto dia para o sogro morrer, tinha de ser quando o seu time do coração ia disputar a partida final do campeonato?
“Não é possível! Muito azar! Só pode ser a última piada do Seu Onofre”, dizia para si mesmo. E, lembrando que o sogro torcia para o outro time, chegou a pensar que o velho ia assistir ao jogo do além, rindo da cara dele. E ele, que idolatrava o seu time, estaria envolvido com o funeral. Afinal, tinha de dar apoio à sua esposa.
Matutou... e achou uma saída:
— Valquíria, querida, todos nós já sofremos muito. O seu pai, então, nem se fala. Agora ele está com Deus, tendo o descanso merecido. Sugiro abreviarmos o velório e marcarmos o enterro para mais cedo. Você não concorda, meu amor? O seu pai não era amigo de tristezas. Ele aprovaria esta decisão e...
— Não vai dar, Gil. Os nossos parentes do interior não conseguiriam chegar  a tempo de ver o papai... o papai no... caixão. Buáááá!!!
Gil abraçou a esposa para consolá-la e se consolar. Definitivamente, não veria seu time sagrar-se campeão.
Felizmente, na hora de sair de casa, veio-lhe uma luz: acompanhar o jogo pelo celular com fone de ouvido.
E assim, foi ouvindo os pêsames dos parentes e amigos do falecido, os choros e lamentações, e o jogo de futebol. Tudo muito discretamente. Aliás, a sua cara era mesmo de tristeza já que a partida estava zero a zero e, se terminasse assim, a vitória seria do adversário. Gil sofria... sofria esperando um gol do seu time.
Já estavam no cemitério. Momentos finais de muita emoção: o caixão descia para a cova e o jogo chegava aos 44 minutos do 2º tempo. Valquíria chorava. Gil, “quase” chorava também.
Nisso, Gil gritou: Gol!
Todos olharam para ele, até os coveiros e o padre.
As mulheres voltaram a se concentrar no enterro. Mas os homens cercaram o Gil para saber do jogo:
— Quem marcou?
— Quanto tá o jogo?
Minto que foram só os homens. Uma mulher também correu até ele. Era Dona Cidinha, a irmã do morto, palmeirense roxa.
— Foi gol do Palmeiras, não foi? Diga que foi, senão mais um vai ser enterrado aqui hoje — ameaçava ela, apertando o braço do assustado Gil.
(Maria Luísa Silvestre)
Interpretação do texto

1-) Por que a morte do Seu Onofre contrariou demais o genro?
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2-) Gil chega a pensar que o fato de morrer naquele dia tinha sido uma “piada” do sogro. O que o levou a essa hipótese?
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___________________________________________________________________
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3-) Que ideia ele teve para poder assistir ao jogo?
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___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
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4-) Não dando certo o seu plano, ele arrumou um jeito para poder acompanhar o jogo. Qual?
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___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
__________________________________________________________________
5-) Durante o velório e mesmo no cemitério, fica evidente o contraste entre aparência e essência nas atitudes do personagem Gil. Esclareça sobre isso.
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___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
           
6-) Assinale com um X a(s) alternativa(s) correta(s).
O texto nos permite deduzir que:
(    ) Gil não gostava muito do sogro, por isso não se importou com sua morte.
(    ) Todas as pessoas são fanáticas por futebol.
(    ) Só os homens são fanáticos por futebol.
(    ) Foi o time do Gil que marcou o gol.
(    ) Dona Cidinha torcia pelo mesmo time do Gil.
(    ) O falecido era palmeirense.
(    ) Gil era palmeirense.
Exercícios Divisão Silábica
Lembrando (1):
As palavras, quanto ao número de sílabas, podem ser:
1 sílaba ------------------ pés ----------------------- monossílabas
2 sílabas --------------- ca - sa----------------------- dissílabas
3 sílabas ------------- ár – vo – re ------------------- trissílabas
4 ou mais sílabas—an – ti – ga – men – te ------- polissílabas


Lembrando (2):
 Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras podem ser:

café - última sílaba tônica ------------------------- oxítona
família – penúltima sílaba tônica ----------------- paroxítona
lâmpada – antepenúltima sílaba tônica ---------- proparoxítona
1 - Divida em sílabas:
1- automático
2 - Leiteiro
3 - indigno
4 - psicólogo
5 - notícia
6 - circuito
7 - outubro
8 - abobada
9 - rapto
10 - janeiro
11 - gerência
12 - sério
13 - espelho
14 - gratuito
15 - fricção
16 - princípio
17 - área
18 - apazigue
19 - apaziguei
20 - bisavô
2-  Complete, classificando as palavras quanto ao número de sílabas.

a) Picareta é _______________________________ porque tem ____ sílabas.
b) Céu é ___________________________________ porque tem _____ sílaba.
c) Avó é ___________________________________ porque tem _____ sílabas.
d) Moleque é _______________________________ porque tem _____ sílabas.

3) Separe as sílabas das palavras e classifique-as de acordo como número de sílabas e de acordo com a posição da sílaba tônica.

 1- tônica /_____________________________________________________________
2 - abdicar/_____________________________________________________________
3 - Piauí/_______________________________________________________________
4 - advogado /___________________________________________________________
5 - escorpião/ ___________________________________________________________
6 - substantivo /_________________________________________________________
7 - depois /_____________________________________________________________
8 - signo /______________________________________________________________
9 - história /____________________________________________________________
10 - pai /_______________________________________________________________
11- céu /_______________________________________________________________
12 - quermesse /__________________________________________________________


                                                                                         BOM DESEMPENHO!

terça-feira, 17 de julho de 2012

QUESTÕES PARA OS ALUNOS ENSINO FUNDAMENTAL


BEM - VINDOS!

OLÁ!  CONFORME O COMBINADO RESPONDAM OS EXERCÍCIOS ABAIXO
TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO

Na vida da cidade, o contato com a natureza tem sido anulado, embora o homem, para viver bem, não se deva separar do meio natural. O texto abaixo lembra esta situação, falando de um dos nossos companheiros da natureza que mais alegria traz às pessoas: o passarinho.

HISTÓRIA DE BEM-TE-VI

(Cecília Meireles)
Com estas florestas de arranha-céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outros até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos.
Os velhos cronistas desta terra encantaram-se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima…”. Nós esquecemos tudo: quando um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é literatura…
Mas há um passarinho chamado bem-te-vi. Creio que ele está para acabar.
E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborrecia.
O que me leva a crer no desaparecimento do bem-te-vi são as mudanças que começo a observar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem-te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando-se a gritar: “…te-vi! …te-vi!”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano.
Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como posso saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou-se a uma audácia maior.
Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar daqui, dali, invisível e brincalhão: “…Vi! …Vi! …Vi!”, o que me pareceu divertido, nesta era do twist.
O tempo passou, o bem-te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se há de pensar de bem-te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam os lemas dos seus brasões? Talvez tenha sido atacado por esses crioulos fortes que agora saem do mato de repente e disparam sem razão nenhuma no primeiro indivíduo que encontram.
Mas hoje ouvi um bem-te-vi cantar. E cantava assim; “Bem-bem-bem-bem… te-vi!” Pensei: ‘É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!…” Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem-te-te-te … vi!” Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha… Estará soletrando…”. E o passarinho: “Bem-bem-bem … te-te-te … vi-vi-vi!”
Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disseram: “Que engraçado! Um bem-te-vi gago!”
(É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira…!)

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Vocabulário:

Ornitólogo – aquele que estuda as aves

Querejuá – nome de pássaro de plumas de cores vivas e variadas, comum na região litorânea da Bahia e Rio de Janeiro. Também conhecido como cotinga, catingá, crejoá, quereiná e quiruá.
Twist – dança de origem americana, da década de 1960.
Team – palavra da língua inglesa traduzida em português como “time”, isto é, grupo esportivo.

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Após a leitura do texto, responda às questões abaixo:

A. Marque a alternativa que substitui a expressão que está em destaque nas frases:

1. Muita gente acha que passarinho seja apenas antiguidade de museu.
a.(      ) coisa que não existe mais        b.(      ) coisa inútil

c.(     ) coisa muita antiga        d.(     ) coisa já esquecida

2. O canto do bem-te-vi seria um sobressalto providencial em todas as repartições.

a.(     ) um grande susto          b.(     ) uma surpresa agradável

c.(     ) um aviso atrasado      d.(     ) um acontecimento inesperado e agradável

3. Um bem-te-vi caprichoso se recusava articular seu nome completo.

a.(     ) dizer      b.(     ) pronunciar      c.(     ) cantar      d.(     ) explicar

4. O passarinho limita-se a gritar: “…te-vi!…”

a.(     ) começa a        b.(    ) contenta-se com       c.(    ) excede-se em      d.(     ) restringe-se a

5. O bem-te-vi gritava com a maior irreverência gramatical.

a.(    ) desrespeito       b.(   ) prudência    c.(    ) correção    d.(    ) despreocupação
6. O bem-te-vi devia estar em todas as repartições para no momento oportuno anunciar sua presença.

a.(     ) marcado          b.(     ) favorável           c. (    ) impróprio          d.(     ) previsto
7. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras achei natural seu comportamento.

a.(    ) revoltadas      b.(    ) precipitadas     c.(    ) descuidadas        d.(    ) impacientes

B. Assinale a alternativa adequada para completar as frases seguintes, de acordo com o texto:

1. No texto, o fato é narrado, sobretudo com:

a.(    ) ironia         b.(    ) tristeza          c.(    ) bom humor                      d.(    ) saudosismo

2. No primeiro parágrafo do texto, diz-se que a relação entre o homem e a natureza será:

a.(    ) cada vez menos frequente         b.(    ) sempre importante
c.(    ) um privilégio para poucos         d.(    ) coisa esquecida e desnecessária

3. Em repartições públicas, canto do bem-te-vi seria uma agradável surpresa porque:

a.(    ) alegraria os funcionários no trabalho
b.(    ) lembraria a natureza num local caracteristicamente urbano
c.(    ) distrairia funcionários e visitantes
d.(    ) despertaria a curiosidade das pessoas da cidade

4. O fato interessante que o texto mostra a respeito do passarinho é:
a.(    ) seu aparecimento no quintal dos vizinhos
b.(    ) sua viagem com um time de futebol
c.(    ) a mudança observada no seu canto
d.(    ) a mudança nas cores de suas penas
5. O canto “…te-vi! …te-vi!…” seria uma irreverência gramatical porque:
a.(    ) o verbo deve concordar com o sujeito
b.(    ) não se deve começar uma frase com pronome pessoal oblíquo
c.(    ) deve-se pronunciar corretamente as palavras
d.(    ) deve-se iniciar frases sempre com maiúsculas

C. Assinale mais de uma alternativa de acordo com o texto:

6. O texto sugere várias causas para o comportamento do bem-te-vi, entre elas:

a.(    ) o bem-te-vi estava cansado
b.(    ) estava soletrando sua cartilha
c.(    ) estava brincando
d.(    ) o passarinho era gago
e.(    ) estava fazendo poesia nova
f.(   ) era um passarinho preguiçoso

D. Para você pensar e tirar suas conclusões.

1. O texto fala sobre a possibilidade de haver passarinhos nas repartições públicas. É possível isso acontecer atualmente?

 (     ) sim         (    ) não                        Por quê?

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PREPOSIÇÕES SÃO:

Palavras invariáveis que estabelecem relações entre outras duas palavras:

a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás

QUESTÃO 1 – Preencha os espaços com a preposição correta.

Novos abalos de terra fizeram sentir-se ____ São Francisco.
Os soldados agiram ____ violência.
João e Manuel vivem discutindo ____ si.
Estudo nesta escola ____ o ano passado.
Luto ____ uma terra melhor.

a) por, desde, a, com, de.
b) perante, desde, por, com, de.
c) por, desde, por, com, por.
d) em, com, entre, desde, por.


QUESTÃO 2 – Em “Os amigos de João estranharam o seu modo de vestir”, os elementos estão sendo ligados por:

a) sujeito
b) substantivo
c) conjunção

d) preposição


QUESTÃO 3 – Em “Os amigos de João estranharam o seu modo de vestir”, os elementos ligados por preposição são:

a) “amigos de João / modo de vestir”
b) “o seu modo / vestir”
c) “amigos / modo”
d) estranharam / vestir”

QUESTÃO 4 – Qual dos elementos a seguir está sendo ligado por preposição.

a) Esperou entusiasmado ser convocado.
b) João correu demais.
c) Esperou com entusiasmo aquele passeio.
d) Tenho esperanças!

QUESTÃO 5 – Analisando as questões 3 e 4, encontramos:

a) uma preposição
b) duas preposições
c) três preposições
d) quatro preposições

QUESTÃO 6 – Em qual das alternativas há preposição que está junta com um artigo?

a) A hora das refeições é sagrada.
b) Alguém passou por aqui.
c) É uma pessoa de valor.
d) Tive de agir "com cautela.

QUESTÃO 7 – Julgue as afirmações
.
I – Em vez de ficar nervosa, procure por ela.
II – Deve estar em cima da mesa.
III – Sentou-se junto da irmã

Encontramos locução prepositiva em
a) I, apenas
b) I e II, apenas
c) II e III, apenas
d) I, II e III


QUESTÃO 8 – Escreva 5 frases que contenham preposição. (03 PONTOS)

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BOM  DESEMPENHO!!!!




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

MENSAGEM

O Segredo do Sucesso
O sucesso é construído à noite!Durante o dia você faz o que todos fazem.”
Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos
uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite!
Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão
tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão
.

Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação.
Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica.
Mas toda mágica é ilusão.
A ilusão não tira ninguém de onde está.
Ilusão é combustível de perdedores.
” Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio.
Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa.”

(Roberto Shinyashiki
)

domingo, 6 de novembro de 2011

Exercícios sobre orações subordinadas adverbiais

Exercícios sobre orações subordinadas adverbiais

I. CLASSIFIQUE AS ORAÇÕES DESTACADAS:

1. “Ficou ali ,
até que as sombras foram tomando conta das coisas”.
2
“Como falavam muito alto, as pessoas se entendiam facilmente”.
3. “Continuaria a sustentar a Mocinha,
contanto que ela procedesse direito, vivesse calma na gaiola e na moral.” (G. Ramos)
4.
À proporção que a escavação descia, a unidade ia-se acabando aos poucos.
5.
Como não sabia falar direito, ia balbuciando expressões complicadas.
6 Fez-lhe sinal
que se calasse.
7.
Como estava triste, isolou-se do grupo.
8. Tudo saiu
conforme havíamos previsto.9. O lavrador volta para casa quando o sol se põe.
10. O investigador foi mais esperto
que o ladrão.11. Mentiram para mim, como pude constatar.
12. Semeie hoje
para que colha bons frutos no amanhã .

II - Link com testes online :

http://www1.folha.uol.com.br/folha/interacao/quizfo15.shtml

Bom trabalho!

Oração Subordinada Adverbial


Oração Subordinada Adverbial

Uma oração é considerada subordinada adverbial quando se encaixa na oração principal, funcionando como adjunto adverbial. São introduzidas pelas conjunções subordinativas e classificadas de acordo com as circunstâncias que exprimem. Podem ser: causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, proporcionais e temporais.

- causais: indicam a causa da ação expressa na oração principal.
As conjunções causais são: porque, visto que, como, uma vez que, posto que, etc.
Ex: A cidade foi alagada porque o rio transbordou.

- consecutivas: indicam uma conseqüência do fato referido na oração principal.
As conjunções consecutivas são: que (precedido de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que, etc.
Ex: A casa custava tão cara que ela desistiu da compra.

- condicionais: expressam uma circunstância de condição com relação ao predicado da oração principal. As conjunções condicionais são: se, caso, desde que, contanto que, sem que, etc.
Ex: Deixe um recado se você não me encontrar em casa.

- concessivas: indicam um fato contrário ao referido na oração principal. As conjunções concessivas são: embora, a menos que, se bem que, ainda que, conquanto que, etc.
Ex: Embora tudo tenha sido cuidadosamente planejado, ocorreram vários imprevistos.

- conformativas: indicam conformidade em relação à ação expressa pelo verbo da oração principal. As conjunções conformativas são: conforme, consoante, como, segundo, etc.
Ex: Tudo ocorreu como estava previsto.

- comparativas: são aquelas que expressam uma comparação com um dos termos da oração principal. As conjunções comparativas são: como, que, do que, etc.
Ex: Ele tem estudado como um obstinado (estuda).

- finais: exprimem a intenção, o objetivo do que se declara na oração principal. As conjunções finais são: para que, a fim de que, que, porque, etc.
Ex: Sentei-me na primeira fila, a fim de que pudesse ouvir melhor.

- temporais: demarca em que tempo ocorreu o processo expresso pelo verbo da oração principal. As conjunções temporais são: quando, enquanto, logo que, assim que, depois que, antes que, desde que, ...
Ex: Eu me sinto segura assim que fecho a porta da minha casa.

- proporcionais: expressam uma idéia de proporcionalidade relativamente ao fato referido na oração principal. As conjunções proporcionais são: à medida que, à proporção que, quanto mais...tanto mais, quanto mais...tanto menos, etc.
Ex: Quanto menos trabalho, tanto menos vontade tenho de trabalhar.

Por Marina Cabral
FONTE:  http://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/oracao-subordinada-adverbial.htm

ALGUMAS POESIAS DE CORA CORALINA

Mãe

Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.

Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.

Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.
Cora Coralina




Meu Destino.

Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.

Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.

Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.

Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida...

Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.

Esse dia foi marcado
com a pedra branca da cabeça de um peixe.

E, desde então, caminhamos
juntos pela vida...

COMO USAR O VERBO HAVER, EXISTIR E FAZER

COMO USAR O VERBO HAVER, EXISTIR E FAZER

Três verbos que causam discórdia e são motivo de dor de cabeça para quem trabalha com produção de conteúdo para sites, estudantes que farão vestibular e ENEM e blogueiros de forma geral são os verbos HAVER, FAZER e EXISTIR. Por não seguirem, às vezes, as flexões de número como outros verbos mais comuns, merecem um estudo um pouco mais detalhado.

COMO USAR O VERBO HAVER, FAZER E EXISTIR

O verbo haver, quando tem sentido de "existir", é impessoal (não tem sujeito) e conjuga-se na 3ª pessoa do singular. Veja o exemplo:
Havia dias que ele não sentia falta de sua companhia.
Observação: O verbo haver flexiona-se regularmente quando é empregado como verbo pessoal (com sujeito). Por exemplo:
Os atletas hão de conseguir se classificar para as Olimpíadas no Rio de Janeiro.
O verbo fazer também fica na 3ª pessoa do singular quando exprime tempo ou fenômenos atmosféricos.
Veja os exemplos:
Faz quase um ano que o sol voltou a brilhar em sua vida.
Faz noites quentes em Cabo Frio.
Observação: Se esses verbos (haver com sentido de existir e fazer com sentido de tempo passado ou fenómenos atmosféricos) fizerem parte de uma locução, o verbo auxiliar ficará também na 3â pessoa do singular. Por exemplo:
Devia haver diversos motivos para acreditar que era possível.
Deve fazer dois dias que começou a pintura da fachada do meu prédio.
O verbo existir concorda sempre com o sujeito, por isso deve ser flexionado. Quando esse verbo faz parte de uma locução, o auxiliar se flexiona concordando com o sujeito. Veja o exemplo:
Existem hibiscos amarelos naquele jardim. Devem existir também flores vermelhas nas proximidades da casa.
Simples, não? Você tinha dúvidas quanto ao uso desses verbos?
                                                                            Fonte: http://www.analisedetextos.com.br/*

DICAS PARA ESCREVER UM ÓTIMO TEXTO NO VESTIBULAR

DICAS PARA ESCREVER UM ÓTIMO TEXTO NO VESTIBULAR

Sempre comento com meus alunos que existem elementos dos quais não se deve abrir mão na hora de escrever um bom texto. Não se trata aqui de sermos pragmáticos e seguirmos as formulinhas do cursinho. Para algumas coisas não há subjetividade. Neste post, trago algumas dicas que tinha num arquivo antigo e que me foram repassadas por um professor de redação com o qual trabalhei lá no começo do magistério.
Segundo ele, um aspecto importante e que pode ganhar o corretor é a estética do texto. Para isso, um plano de trabalho e seguir algumas dicas pode ser a saída. Falo delas abaixo:
 

DICAS PARA FAZER UM BOM TEXTO NO VESTIBULAR

 
  • Nunca comece uma redação com períodos longos. Basta fazer uma frase-núcleo que será a sua idéia geral a ser desenvolvida nos parágrafos que se seguirão;
  • Nunca coloque uma expressão que desconheça, pois o erro de ortografia e acentuação é o que mais tira pontos em uma redação;
  • Nunca coloque hífen onde não é necessário como em penta-campeão ou separação de sílabas erroneamente como ca-rro (isto só acontece em espanhol e estamos escrevendo na língua portuguesa);
  • Nunca use gírias na redação pois a dissertação é a explicação racional do que vai ser desenvolvido e uma gíria pode cortar totalmente a sequência do que vai ser desenvolvido além de ofender a norma culta da Língua Portuguesa;
  • Nunca esqueça dos pingos nos "is" pois bolinha não vale;
  • Nunca coloque vírgulas onde não são necessárias (o que tem de erro de pontuação!);
  • Nunca entregue uma redação sem verificar a separação silábica das palavras;
  • Nunca comece a escrever sem estruturar o que vai passar para o papel;
  • Tenha calma na hora de dissertar e sempre volte à frase-núcleo para orientar seus argumentos;
  • Verifique sempre a ESTÉTICA: Parágrafo, acentuação, vocabulário, separação silábica e principalmente a PONTUAÇÃO que é a maior dificuldade de quem escreve e a maioria acha que é tão fácil pontuar !
  • Respeite as margens do papel e procure sempre fazer uma letra constante sem diminuir a letra no final da redação para ganhar mais espaço ou aumentar para preencher espaço;
  • A letra tem que ser visível e compreensível para quem lê;
  • Prepare sempre um esquema lógico em cima da estrutura intrínseca e extrínseca;
  • Não inicie nem termine uma redação com expressões do tipo: "... Eu acho... Parece ser... Acredito mesmo... Quem sabe..." mostra dúvidas em seus argumentos anteriores;
  • Cuidado com "superlativos criativos" do tipo: "... mesmamente... apenasmente." . E de "neologismos incultos" do tipo: "...imexível... inconstitucionalizável...".
                                                                                  FONTE: www.analisedetextos.com.br/

Biografia CORA CORALINA

CORA CORALINA


Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa de Goiá.
]Começou a escrever os seus primeiros textos aos quatorze anos de idade, publicando-os nos jornais locais apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com Mestra Silvina. Publicou nessa fase o seu primeiro conto, Tragédia na Roça.
Casou-se em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte, para o interior de São Paulo. Viveria no estado de São Paulo por quarenta e cinco anos, inicialmente nas cidades de Avaré e Jaboticabal, e depois na cidade de São Paulo, para onde se mudaria em 1924. Ao chegar à capital, teve que permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade. Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932.
Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender lingüiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.
Ao completar cinquenta anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás.
Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela gravadora Paulinas Comep, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD.
Cora Coralina morreu em Goiânia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.

Primeiros Passos Literários
Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano de Ana serviram de inspiração para que aquela frágil mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançado até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro.
Senhora de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.
Obras
• Estórias da casa velha da ponte
• Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais
• Meninos verdes (Infantil)Meu livro de cordel
• O tesouro da casa velha
• A moeda de ouro que o pato engoliu (Infantil)
• Vintém de cobre

Divulgação Nacional

Foi ao ter sua poesia conhecida por Carlos Drummond de Andrade que Ana, já conhecida como Cora Coralina, passou a ser admirada por todo o Brasil.
Seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás, foi publicado pela Editora José Olympio em 1965, quando a poetisa já contabilizava 75 anos. Reúne os poemas que consagraram o estilo da autora e a transformaram em uma das maiores poetisas de Língua Portuguesa do século XX.
Onze anos mais tarde, em 1976, compôs Meu Livro de Cordel. Finalmente, em 1983 lançou Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha (Ed. Global).
Cora Coralina foi eleita intelectual do ano e contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores em 1983. Dois anos mais tarde, veio a falecer.
Fonte: Wikipédia
Leia o texto original: http://www.cantodoescritor.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=556:biografia-de-cora-coralina&catid=71:cora-coralina&Itemid=121#ixzz1cwUA00WY

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Importância Da Leitura No Processo De Humanização

A Importância Da Leitura No Processo De Humanização

Autor: SANDRA VAZ DE LIMA

Ler não é apenas abstrair um sentido das palavras, mas sim, adquirir novos símbolos, por meio dos quais se pode ter acesso a um mundo novo daquele em que a leitura se instala e se organiza.

Bamberger (2000, p 11) destaca que a leitura é um componente da vida social na medida em que preenche uma função de comunicação e na medida em que as pessoas podem ou sabem utilizar razoavelmente essa função. Bem ou mal. Assim, a leitura funciona como um passaporte para se entrar no mundo letrado e para se ter acesso aos bens culturais.

O ato de ler traz o poder do conhecimento, associação de idéias, projetos, agiliza a inteligência, abre caminho para a satisfação e comprometimento material e técnico, alem de ajudar a despertar a sensibilidade.

Para atender a evolução rápida da sociedade, o professor mais do que urgente necessita rever as concepções de leitura, de leitor e de texto, precisa ser um incentivador, pensar sobre as questões éticas, políticas e sociais, mas, de modo que este pensamento leve todos á participação dos espaços que a vida oferece, começando pela escola e este pelo espaço de leitura.

Considerando que a leitura é indispensável tanto na escola, como em outros meios institucionais que trabalham para o desenvolvimento intelectual e emocional da criança, pode-se salientar que a leitura é um processo de contínuo aprendizado. Alguém acostumado a ler e buscar respostas para suas dúvidas atualiza-se sempre que necessário. E hoje vivemos numa época que valoriza-se o conhecimento e o talento técnico, em detrimento ao raciocínio. E a leitura ajuda a formar seres pensantes, preparados para a vida.

Desta forma, este estudo tem como finalidade compreender a construção do conhecimento infantil dando ênfase à utilização da leitura como trabalho pedagógico realizado dentro da sala de aula para a aquisição do processo ensino-aprendizagem.

A leitura é um instrumento mediador, que auxilia o trabalho pedagógico do educador, proporcionando aos seus educandos condições indispensáveis para o bom desenvolvimento, podendo ser compreendida como decodificação mecânica de signos lingüísticos e como processo de compreensão abrangente, envolvendo componentes sensoriais, emocionais, intelectuais, fisiológicos, neurológicos, bem como culturais, econômicos e políticos.

O professor é fundamental para a construção do prazer e do gosto pela leitura nos alunos, propondo objetivos claros e utilizando uma metodologia que permita atingi-los. E isso se dá a partir de uma concepção de leitura que lhe forneça subsídios para criar, inovar e valorizar a ênfase no trabalho com a leitura.

A leitura pode ser facilitada levando em conta que quanto mais interessar ao leitor o conteúdo, maior será o aproveitamento dele, por isso é importante explorar os conhecimentos prévios do aluno antes da leitura dos textos propostos, sempre relacionando o que se sabe com a informação que se pretende abordar.

É necessário confiar em uma prática dinâmica, rigorosa e científica, que trabalhe equipe e ponha em comum o fruto da reflexão.

A formação de leitores tem como finalidade aproximar as crianças dos livros, oferecendo-lhes recursos para que possam interpretar e compreender os textos lidos; ampliar a capacidade expressiva através de atividades literárias e artísticas em que possam manifestar sentimentos e opiniões e desenvolver a capacidade crítica estimulando-os a reflexão sobre o que lêem, confrontando diferentes pontos de vista, principalmente quando estiverem envolvidos temas polêmicos que expressem anseios e preocupações da comunidade em que estão inseridos.

Hoje as crianças têm muitos estímulos, como a internet e a televisão e é indiscutivelmente mais difícil, estimular o gosto pela leitura, existem muitos “concorrentes”, porém temos que estimular as crianças demonstrando que o livro também é um grande mobilizador, provocador de fortes emoções, e para isso basta somente ler e deixar-se tocar pelas palavras.

É importante utilizar as imagens do próprio livro, como estímulo visual, os livros ilustrados ajudam muito a atrair o interesse da criança, usar estímulos auditivos, para acompanhar a narrativa, músicas, frases, alterar o timbre de voz, variar o repertório literário com estilos diferentes de histórias: engraçadas, de fábulas, de amor, de aventura, de suspense... Livros com pouco texto, de letras grandes, com ilustrações variadas são ideais para as crianças que estão iniciando o processo da leitura. Nesse momento estamos desenvolvendo a capacidade de apreciação da criança e a estimulando a descobrir o prazer em ler.

Nunca teremos conhecimento suficiente sobre todos os assuntos que envolvem nossa vida, mas o que se sabe é que as informações e os exemplos a que se expõem sempre podem influenciá-las mais ou menos intensamente - o que é nossa porta de entrada, como educadores, neste mundo tão particular.

O que se pode fazer é criar um meio propício, é oferecer, à inteligência, a argamassa, o material de construção em quantidade e qualidade suficientes para que a criança construa suas estruturas de pensamento da melhor maneira, com o melhor tipo de informação e os melhores exemplos possíveis.

A Literatura Infantil é indispensável para o desenvolvimento intelectual e emocional da criança, também mexe com a imaginação, pensamento e ajuda na formulação de idéias, colaborando na formação de cidadãos conscientes dos direitos e deveres nesta sociedade.

Mas, pode-se salientar que a Literatura Infantil não fez parte das vivências e aprendizagens das crianças de alguns séculos anteriores. Somente no final do século XVII e durante o século XVIII, foram produzidos os primeiros livros para as crianças. Antes disto, não se escrevia para elas, pois não existia a “infância”. Esta faixa etária não era percebida como um tempo diferente, nem o mundo da criança como um espaço separado.

A partir deste momento é que se emprega à infância uma concepção diferenciada da fase adulta, com interesses próprios e necessitando de uma formação específica. Isso aconteceu devido a uma nova noção de família, centrada não nas relações de parentesco, mas num núcleo unicelular que se preocupava em manter a privacidade e estimular o afeto entre os membros da família.

A valorização da família gerou um controle no desenvolvimento intelectual da criança e a manipulação das suas emoções.

Diante deste contexto, percebemos que a relação entre Literatura Infantil e a criança é muito forte e enriquecedora, permitindo que a criança vivencie de maneira lúdica fatos que poderão vir a ajudá-la em experiências futuras.

Podemos dizer que a escola promove o intercâmbio entre a criança e a literatura, caminhando em direção à formação da criança. Sendo assim, afirmamos que a Literatura Infantil é indispensável na escola, pois através da fruição, proporciona o desenvolvimento e a aprendizagem da criança.

A Literatura Infantil é fundamental para o crescimento intelectual da criança, permitindo no decorrer do desenvolvimento, a possibilidade de experimentação de várias sensações como: alegria, medo, riso, tristeza e etc. Estes sentimentos ajudam a criança no desenvolvimento psicológico e emocional, pois a criança enfrenta seus medos seus anseios naturalmente e tranqüilamente de acordo com sua faixa etária, garantindo-lhe um crescimento saudável e uma maturação biológica de acordo com a formação e estrutura cerebral.

Observa-se que os professores não só incluem a Literatura Infantil em seu plano de aula, como apresentam consciência sobre o efeito positivo e benéfico da Literatura Infantil, utilizando-a como instrumento para a sensibilização da consciência, para a expansão da capacidade e interesse de analisar o mundo.

Diante disso, os professores introduzem na prática pedagógica a Literatura Infantil de cunho formativo, que contribui para o crescimento e a identificação pessoal da criança, propiciando ao aluno, a percepção de diferentes resoluções de problemas, despertando a criatividade, a autonomia, a criticidade, que são elementos necessários na formação da criança de nossa sociedade atual.

São várias as possibilidades e alternativas para auxiliar as crianças no desenvolver do gosto pela leitura.

Neste contexto, o trabalho com Literatura Infantil é extremamente importante para a formação do indivíduo, fica a certeza de que é possível iniciar uma redescoberta de valores e costumes e formar leitores críticos e participantes, sujeitos ativos dentro da sociedade onde estão inseridos.

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Perfil do Autor

Nascida no município de Telêmaco Borba - Paraná. Graduada em Letras/ Inglês/Espanhol e Pedagogia. Especialista em Educação Especial e Psicopedagogia Clinica/ Institucional. Atua na área de Educação Especial na Rede Municipal e Estadual, e na Formação de Docentes.